sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

IMAGINE... POR GLEE...


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PROPAGANDA HAVAIANAS... SÓ PARA DESCONTRAIR!!!

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OS SÍMBOLOS MAIS COMUNS PARA A COMUNICAÇÃO NO MUNDO

 

As pessoas com deficiências auditivas podem expressar algo sobre alguma coisa, sinalizando o objeto ou olhando para ele. Por exemplo, se a pessoa quer sair para a rua pode apontar a porta. 
Os problemas com este tipo de comunicação aparecem quando o objeto ao que aponta ou indivíduo pode signifcar várias coisas. Por isso, é importante que a pessoa com quem se está comunicando lhe faça várias perguntas que se contestem com sim ou não, para determinar exatamente o que quer dizer.

Símbolos figurativos:
Existem vários tipos de símbolos, de 2 e 3 dimensões, que se podem utilizar para representar um objeto. Fotografias, PCs, hieroglíficos, "picsyms", símbolos pictóricos e "blissymbols", a seguir encontrará uma pequena descrição de cada um deles:

Fotografias
as fotos normais, em branco e preto ou coloridas, podem ser utilizadas para representar objetos, atividades, lugares, verbos e pessoas.

Comunicação por meio de desenhos simples (PCS)
os desenhos simples podem representar um objeto.

hieroglíficos
Uma representação de palavras ou sílabas com fotografias de objetos.

Picsyms
Picsyms é a combinação de desenhos já feitos com outros que fazem os usuários. A idéia deste método é dar ao usuário um símbolo e permitir que ele crie outros para expandir seu vocabulário.

Sigsymbols
Sigsymbols incorpora o uso de gráficos, ideogramas e sinais manuais. Quando os gráficos e os ideogramas não se podem usar para representar uma idéia abstrata, se utilizam os sinais manuais.

Símbolos pictográficos e ideográficos para a comunicação
Os símbolos pictográficos e ideográficos para a comunicação (PIC) são gráficos e ideogramas. Se diferenciam do método anterior porque este método faz os símbolos brancos sobre fundo negro.

Blissymbols
Consiste em gráficos, ideogramas e símbolos arbitrários. Estes símbolos representam idéias abstratas de conceitos e normalmente se entendem pior que os símbolos antes mencionados. Porém, blissymbols proporcionam mais temas e permitem ao usuario aumentar seu vocabulário.

Sistema de símbolos abstratos
Este sistema utiliza símbolos que não representam seu significado. O sistema de símbolos mais comum é o Yerkish.

Símbolos ortográficos
a ortografía tradicional representa as letras de um sistema linguístico específico ou no nosso caso, alfabeto português. Os sinais ortográficos mais conhecidos são o braille e o código morse.

Código morse
o código morse é um método de comunicação, um sistema de símbolos internacional que representa letras, números e sinais de pontuação, utilizando séries de pontos e guiões. O código morse está tomando muita importância entre pessoas com incapacidades porque é muito rápido.

Braille
O braile é um símbolo táctil que utilizam as pessoas com descapacidade visual para ler ou escrever. Os caracteres do braille estão formados por combinações de seis pontos em duas colunas. Estes caracteres representam letras, palavras e partes de palavras. Como o código morse, o braile se usa internacionalmente, ainda que em muitos países mudem alguns códigos para adaptá-lo a sua língua.

* infelizmente recebi esse documento sem fonte, porém, vale a intenção e espero que sirva para todos.

FELIZ ANO NOVO EM LIBRAS


BILL CLINTON

 

William "Bill" Jefferson Clinton, nascido em Hope, Arkansas, 19 de Agosto de 1946, mais conhecido como Bill Clinton, foi o 42º presidente dos Estados Unidos, por dois mandatos, entre 1993 e 2001. Antes de servir como presidente, Clinton foi governador do estado do Arkansas por cinco mandatos.

O problema  auditivo do ex-presidente BILL CLINTON  foi causado por ouvir música com volume muito alto durante a sua juventude na época em fazia parte de uma banda na qual tocava saxofone.


O político usa um aparelho de audição sem preconceito algum, o que foi de extrema importância na sua vida de homem público. A deficiência auditiva é uma das principais causas do envelhecimento social do indivíduo, que se caracteriza pela perda da interação com as outras pessoas e pelo desligamento do idoso da sociedade.

JULIO CESAR: EX- JOGADOR DO CORINTHIANS

 


Antes de perder a audição, jogou futebol profissional em equipes como: Palmeiras, Corinthians (“Democracia Corintiana”), Ponte Preta, Comercial de Ribeirão Preto, Antuerpen da Bélgica, etc), na década de 1980.

Após encerrar carreira, trabalhou por 10 anos na multinacional Pirelli, como vendedor, gerente e supervisor de vendas.

Atualmente, trabalha com crianças e jovens surdos. Desenvolveu o PROJETO “EDUCAÇÃO INTEGRAL DO SURDO ATRAVÉS DO ESPORTE”, o qual se dedica há cerca de dez anos, coordenando aulas em três escolas especiais municipais de São Paulo, que já beneficiaram milhares de crianças surdas.

Paralelamente, escreveu o livro “JOGADAS DA VIDA”, com o principal objetivo de expor a trajetória de sua vida (jogador, vendedor, início da surdez e trabalho de educador de surdos), proporcionando oportunidades para reflexão sobre como é possível adquirir e/ou modificar conceitos éticos, morais e espirituais, através do autoconhecimento adquirido pela superação de obstáculos durante o desencadear destes acontecimentos.

Atualmente, sua principal atividade passou a ser suas palestras e cursos de treinamento, focados para a área de vendas, área médica em clínicas/hospitais, entre outras, quando aborda temas importantes como:
EXCELÊNCIA EM ATENDIMENTO, TRABALHO EM GRUPO, ÉTICA PROFISSIONAL, MARKETING PESSOAL, VENDAS, NEGOCIAÇÃO ETC.

Cada curso é preparado para a área de atuação da empresa contratante, e através de olhar analítico de educador, Julio César aproveita toda sua experiência para proporcionar desenvolvimento pessoal e profissional.

"Escrevo este artigo com a sincera intenção de contribuir para que a enorme distância que separa a sociedade da comunidade surda, seja cada vez mais estreita, possibilitando a convivência de maior qualidade entre ambas.


Após ter ficado surdo, fato que ocorreu aos 32 anos de idade, tenho me dedicado a ajudar pessoas com este tipo de deficiência. Principalmente crianças e adolescentes.


Por ser ex-jogador de futebol, desenvolvi projetos educacionais para surdos através do esporte, e por intermédio da secretaria de esportes da cidade de São Paulo, introduzimos o projeto nas escolas especiais municipais para surdos.


Paralelamente a este programa de esportes, venho há anos observando os motivos que levam a comunidade surda a estar infinitamente menos qualificada que a comunidade ouvinte e que, evidentemente, precisam ter uma vida plena e normal, pois somente o fato de não ouvirem, não justificaria tamanha desigualdade.


O maior motivo, sem sombra de dúvida, é o preconceito e a educação deturpada que o surdo recebe desde pequeno pela sociedade de uma forma geral, que não consegue qualificá-lo a ocupar o seu lugar de direito. Isso contribui para sedimentar o comportamento de incapacidade do surdo, imposto por uma sociedade preconceituosa e ignorante dos fatos.


É óbvio que qualquer deficiência que uma pessoa tenha, necessitará de alguns cuidados especiais. No caso do surdo, estes cuidados são muito pequenos. Com um pouco de atenção e paciência, esta barreira da comunicação se desmorona, proporcionando a ambos uma vivência plena e abrangente.


A base de tudo
Os transtornos têm início na família. A partir da constatação da surdez. Principalmente em crianças pré-linguísticas, (antes de aprender a falar, ler e escrever). Após o processo de aceitação dos fatos, (nenhum pai está preparado para um filho deficiente), a família começa a procurar uma forma de conseguir conviver com o problema da forma mais natural possível. Mas quase sempre esbarra na falta de recursos financeiros para contratar profissionais habilitados a qualificar o surdo como: fonoaudiólogos, escolas especializadas em educar crianças com este tipo de deficiência, curso de LIBRAS, (linguagem brasileira de sinais), para a família se comunicar com o filho, etc...


Não conseguindo, portanto, obter uma comunicação satisfatória entre o filho surdo e a família ouvinte, inicia aí o processo de exclusão, afinal é mais fácil ignorar o surdo que tentar se fazer entender por ele. Nasce então o sentimento de incapacidade que gera a frustração a ambos, e normalmente a família compensa o sentimento de culpa, permitindo o comportamento abusivo sem nenhuma imposição de limites ou de responsabilidade a este filho. Este, por sua vez, se aproveita ao máximo da situação, aprendendo desde cedo a usar a chantagem emocional, (síndrome do coitado) e não a capacidade, como forma mais fácil de atingir seu objetivo. Entretanto, mal sabe o ônus e as dificuldades que estará acumulando para conquistar uma vida adulta independente e feliz.


Após alguns anos vivenciando este relacionamento neurótico com a família, o surdo chega à escola. Teoricamente, a escola especial, deveria ser o local no qual os jovens pudessem de fato se qualificar para enfrentar os obstáculos normais da vida futura, somados aos obstáculos específicos que terão devido à surdez.


Porém para isso deveria ser observado pelos órgãos governamentais competentes, o espaço físico adequado, equipado com tudo que o surdo necessita para ser educado de forma condizente com sua deficiência. Os profissionais - porteiros, cozinheiras, inspetor de aluno, etc, que ali trabalham, deveriam ser capacitados a se comunicar com o surdo, bem como participarem de cursos básicos de conhecimento da pedagogia aplicada para conseguirem ensinar ética e educação aos alunos.


Entretanto, o quadro deprimente que existe em algumas escolas, que não contam sequer com uma quadra esportiva em suas dependências, para o desenvolvimento das atividades física, esportiva ou recreativa para os alunos, mostra o tamanho do descaso do governo e da sociedade de uma forma geral, pelo deficiente auditivo.


Os professores
Os professores em sua maioria são pessoas responsáveis, que tem plena consciência da importância do bom desempenho das suas disciplinas na vida do surdo, porém, esbarram na falta de estrutura e na burocracia do sistema para resolver os problemas operacionais básicos no dia a dia da escola. Soma-se a isso os baixos salários dos professores e a falta de tempo para reciclagem profissional. Instala-se assim o desanimo e a frustração nestas pessoas que deveriam estar motivados a serem além de professores, também educadores destas crianças.
Não tenho a mínima intenção de desmoralizar os responsáveis pela educação do surdo, até porque sou um deles, mas é demasiado importante divulgar para a sociedade todas as dificuldades que temos que transpor em nosso cotidiano profissional, para tentarmos nos manter motivados a continuar atuando.


Especificamente em minha área, a educação física, percebemos que essa disciplina não foi instituída de fato nas escolas especiais municipais para surdos. Não havendo, por exemplo, o professor de educação física em nenhuma delas. E para se fazer cumprir a lei que obriga todo órgão de ensino a ministrar três aulas de educação física semanais, as escolas que não contam com um profissional habilitado para esta disciplina, designam um pedagogo, para cumprir esta função, mesmo que ele não tenha qualquer conhecimento, principalmente prático, desta matéria.


Segundo a direção das escolas, para que um professor de educação física possa prestar concurso público municipal, e se efetivar como professor nas escolas especiais, ele tem que apresentar currículo contendo pós-graduação em deficiência física, (abrange todas as deficiências), e curso básico em LIBRAS, (linguagem brasileira de sinais). Como os poucos profissionais que existem tendo estes requisitos preferem trabalhar em instituições particulares, não só pelas melhores condições de trabalho, mas também por melhores salários, o aluno do ensino municipal fica sem a oportunidade de desenvolver todos os benefícios que o esporte e a atividade física poderia lhes dar.


Reconheço que a lei que regulamenta as exigências acima descritas foi sancionada para que se preservasse o aluno surdo, de profissionais que não estivessem aptos a desenvolver esta atividade. Deste modo é de fato necessário observar certos critérios na contratação destes profissionais. NO ENTANTO, AQUI COMO EM OUTRAS SITUAÇÕES, A LEI ENTRA EM CHOQUE COM A REALIDADE DE UM PAÍS SEM RECURSOS, OU PELO MENOS NO QUAL OS RECURSOS NEM SEMPRE SEGUEM NA DIREÇÃO CERTA.


À LUZ DA REALIDADE E DAS NECESSIDADES DOS DEFICIENTES SURDOS E OUTRAS CATEGORIAS, É CLARO, acredito que se poderia amenizar as exigências, e melhor adaptar as leis, às exigências do surdo. Entendo que as leis são criadas para regular e beneficiar a grande maioria da população, mas é justo dizer que a partir do momento que se tornam arcaicas, obsoletas, ou simplesmente impraticáveis, deveriam ser revogadas ou, no mínimo, recicladas para atender seu real objetivo.


Uma observação mais apurada deixará claro que fisicamente o aluno surdo e o aluno ouvinte estão no mesmo patamar de aprendizado, e a única dificuldade que qualquer profissional de educação física enfrentaria, em princípio, seria a barreira da comunicação. Porém, ressalto que este entrave seria mínimo se levarmos em consideração que muitos destes alunos conseguem escutar relativamente bem com o auxílio de aparelhos auditivos, muitas vezes sendo intérpretes para os demais. Sem levar em consideração que pela importância de se realizar esta disciplina a todos os alunos, não seria inoportuno dizer que o custo em virtude do benefício seria nulo ou baixíssimo para qualquer município que tivesse a iniciativa de fazer parceria, ou mesmo contratar intérpretes formados em instituições reconhecidas pelo governo, (FENEIS), para desempenharem suas funções, dando suporte inicial aos profissionais de educação física.


Desta forma conseguiríamos democratizar de fato a educação física nas escolas, propiciando a todos os alunos surdos a oportunidade de se educarem e qualificarem através do esporte no que diz respeito ao desenvolvimento: Físico, psicológico e social.


Conclusão
Urge, portanto, que os responsáveis pelo ensino do surdo ousem mudar, criar, e estabelecer uma pedagogia educacional onde cada educador seja operante e responsável em contribuir cada vez mais com a qualidade do ensino do surdo. Somente assim estaremos realizando com responsabilidade nossa nobre função de educadores, contribuindo para uma sociedade mais justa onde todos tenham direito à verdadeira inclusão social".


fonte: http://jogadasdavida.blogspot.com

BRENDA COSTA

 


Brenda Costa nasceu 08 de novembro de 1982 no Rio de Janeiro.

É modelo desde os 16 anos, tem 1,77 metros de altura, 55 quilos, suas medidas são 88-61-92.

É surda desde o nascimento.

Em entrevista no programa do JÕ SOARES contou que foi até a agência de publicidade MEGA fazer um teste, tendo sido recusada por ser surda. Saiu chorando e no elevador cruzou com o dono da agência que vendo-a tão deprimida, quis saber o que havia ocorrido e este que, coincidentemente, tem um filho surdo, resolveu dar uma chance a ela.

Por fim acabou reconhecendo o seu potencial e a sua capacidade de superar eventuais dificultadades, fez novo teste e a aceitou como modelo.

É uma das modelos brasileiras mais solicitadas em todo o mundo.

Consegue entender através da leitura labial, fala com muita fluência, graças ao trabalho dedicado de sua fonoaúdiologa.

Já desfilou no sambódromo diversas vezes, deixando a platéia extasiada.


Em 2008, anunciou sua gravidez. O pai da criança é  seu atual marido o bilionário herdeiro da Harrods e do Ritz Paris, Karim Al-Fayed. Ele, Karim Al Fayed é um dos cinco filhos de enorme sucesso o empresário egípcio Mohamed Al Fayed.

AKIRO YONOYAMA

 

Artista japonês, surdo, que co-dirigiu o filme: "EU AMO VOCÊ"; um drama que relata a vida de uma família japonesa. Filme este que tem como participação alguns artistas surdos e ouvintes.
 
O filme é falado em língua de sinais japonesa e japonês.

DOUGLAS TILDEN

Nascido em Chico, Califórnia, em 01 de maio de 1860, filho de William Tilden Peregrine, MD, e Tilden Hecox Catarina. Aos quatro anos, adoeceu com febre escarlatina ficando surdo.

Dois anos mais tarde, ele foi matriculado na Escola para Surdos Califórnia, localizado na Universidade de Berkeley. Um estudante de honra, Douglas se formou na escola em 1879, aceitou um cargo de professor lá mesmo, permanecendo por oito anos.

As férias de verão eram dedicadas ao estudo de desenho e pintura. No verão de 1883, ele descobriu as alegrias da escultura. Ele sonhava em estudar em Paris. 

Seu modelo de argila  lutador, um jovem, atlético, figura masculina nua, impressionou o Conselho de Administração da Faculdade da Califórnia o suficiente para que eles lhe dessem um empréstimo de quinhentos dólares para estudar em Nova York.

Graças a uma doação de US$ 600 por ano do Fundo de Durham, administrado pela California School for the Deaf, Douglas embarcou para Paris em maio de 1888 onde estudou escultura com o escultor também surdo, Paul Chopin.

Tilden foi o primeiro escultor nascido na Califórnia, a ganhar reconhecimento fora dos EUA e ser aceito no Salon de Paris em 1889, depois novamente em 1890, 1891, 1892 e 1894.

A última estátua de Tilden criada em Paris, foi fundido em bronze em 1893 e enviado para São Francisco.

Em 06 de junho de 1896, casou com Elizabeth Cole, filha, surda, filha de um empresário em Oakland. James Phelan estava entre os convidados. O casamento foi uma união tumultuada que, eventualmente, terminou em divórcio, produziu dois filhos - Gladys e Lee Willoughby.

Foi vice presidente da Federação Internacional de Surdos

Douglas Tilden, o gênio surdo que dedicou sua vida à sua arte e de uma melhor compreensão entre o mundo da audição e os surdos, morreu 4 de agosto de 1935.

C.J. JONES

 

Jones é um dos atores afroamericanos surdo que mais trabalha em Hollywood.

Sua carreira começou nos anos setenta e segue atuando até os dias de hoje.

Seus pais eram surdos e ele era uma criança ouvinte, mas aos 7 anos devido à meningite perdeu a audição.

Jones se graduou em 1972 como processador de dados no Instituto Técnico Nacional para surdos. Porém, desde sua formatura fez de tudo menos processar dados; sua carreira se dirigiu mais a teatro e cinema.

Antes de se formar já dirigia obras de teatro e atuava.

CJ Jones é um artista internacionalmente conhecido entre os surdos que tem encantado platéias jovens e velhos, com seu estilo único de imagens visuais e histórias por mais de 25 anos.

CJ é o CEO, produtor, diretor, escritor, ator, comediante, músico e palestrante motivacional.

Ele viajou com o Teatro Nacional de Surdos e excursionou com a peça teatral "Children of a Lesser God" na Broadway (que lhe valeu um prêmio Tony).

Também apareceu na série "Frasier", da família do ABC "Lincoln Heights", da televisão PBS mostra "Sesame Street" e "Fim do Arco-Íris", e foi o apresentador do programa "Happy Hands Kids Klub." 
Seu último trabalho foi uma voz "over" para um índio surdo (interpretado por um ator ouvinte) em um filme chamado "descobridor" da 20th Century Fox.

Ele dirige Hands Across Communications produzindo eventos para artistas internacionais e surdos compartilhando os seus talentos e recebendo o reconhecimento por seu trabalho artístico. O objetivo é tornar seu sonho realidade por meio de performances no palco.

Fundou Cadastre World TV, em 2001, para ajudar a ampliar as oportunidades para as pessoas surdas em entretenimento.

Foi homenageado com um prêmio "Unsung Hero of the Year" para o Black History Month, 2008 - patrocinado pela KCET-WAMU de Los Angeles.

Também foi recentemente homenageado com o "Prêmio Outsanding NTID Alumni Association de 2008", apresentado pelo Instituto Nacional de Técnica de Surdos - Rochester Institute of Technology em Rochester, New York.

Por mais de 35 anos, CJ tem compartilhado seus talentos com surdos e ouvintes nas escolas, eventos e universidades em todo o país e em todo o mundo. 
Tendo aparecido no palco da Broadway e na televisão, ele já experimentou o que ele chama de "golpe duplo" de ser um ator que é surdo e negro. O ator vigorosamente espalha a mensagem aos estudantes e adultos, que ser diferente não significa ser menos interessante.
 Outras aparições importantes:
     * Aparições em programas como: "A Different World" and "In Living Color." 
     * Sua rotina própria comédia "The Living Cartoon." 
     * Anfitrião de uma série de vídeos para crianças surdas, o "Happy Hands Kids Club."
     * Aparições em programas que foi ao ar na Rede Silent antigo canal a cabo surdos.
     * A escrita de peças de teatro, incluindo uma que é baseada na vida de seu próprio pai.
     * "The Ride", um curta-metragem no qual ele interpreta um caroneiro surdo.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

DR. ANDREW FOSTER

 

Se existe um homem afroamericano com uma vida impactante é o Dr. Andrew Foster. Não só porque criou várias escolas para crianças surdas na África, mas também foi o primeiro afroamericano que se graduou na Universidad Gallaudet. Desafortunadamente, Foster deixou este mundo em 1987 com somente 62 anos.

Andrew Jackson Foster (1925-1987) foi um missionário de surdos na África de 1956 até sua morte em 1987. Ele se tornou o primeiro negro surdo a ganhar um diploma de bacharel da Universidade Gallaudet e o primeiro a ganhar um diploma de mestrado da Eastern Michigan University. Eventualmente recebeu um mestrado de Seattle Pacific Christian College, fundou a Missão Cristã para o Africano Surdos, em 1956, e partiu para a Libéria, África, fundou a primeira escola da sua missão em Gana.

Andrew Foster nasceu em Ensley, Alabama, filho de um mineiro de carvão. Seus pais eram Wiley e Veline. Ele e seu irmão Edward ficaram surdos por meningite em 1936. As oportunidades educacionais para os afroamericanos em que era impedido de conseguir mais do que uma educação de sexta série. Na idade de dezesseis anos, mudou-se para Detroit, Michigan para viver com sua tia e frequentou Betânia Pembroke igreja onde mais tarde ele entregou sua vida ao chamado de Cristo. Ele concluiu o ensino médio através de um curso por correspondência com a American School, em Chicago, Illinois em 1951.

Em 1961, Andrew casou com Berta, uma surda alemã, e juntos eles tiveram cinco filhos (quatro meninos e uma menina). Gallaudet College concedeu-lhe um doutorado honorário em Letras Humanas, em 1970, para a sua realização.

Foster encontrou culturas tão opressivas em relação aos surdos que muitas vezes viu os pais esconderem seus filhos surdos em casa ou abandonar completamente. missionários e administradores da escola disseram-lhe que as crianças surdas não existiam na África. Mas, logo depois de abrir uma escola para surdos em Acra, Gana, sua escola estava lotada e tinha uma longa lista de espera. Ao longo do tempo, Foster viajou de país a país, abrindo cerca de 30 diferentes escolas, igrejas, escolas e centros de domingo para surdos em todos os países em toda a África Central, do Senegal ao Quênia.

Os desafios para o ministério de surdos na África central e ocidental eram muitos. Os surdos eram completamente analfabetos. A maioria deles era o servo da família. Em vilarejos remotos, algumas crianças surdas foram tidas como amaldiçoadas por demônios e abandonadas para serem comidas por animais selvagens.

Foster começou seu trabalho em 1956. Em Gana, ele encontrou uma escola pública disposta a permitir que ele usasse a sua instalação, após horas para ensinar os surdos, e em poucos meses a escola tinha uma lista de espera de mais de 300 famílias que pretendiam enviar seus filhos surdos de sua escola. Como os surdos começaram a se alfabetizar, Foster completou a sua educação, com habilidades comerciais, e, sobretudo, o Evangelho de Jesus Cristo. Foster também se convenceu da necessidade de igrejas e missões para expandir o seu ministério a incluir os surdos.

Depois de ficar como o administrador da escola Gana por três anos, mudou-se para a Nigéria para repetir o sucesso que tinha visto acontecer. Foi em Ibadan, na Nigéria, que ele acabou por estabelecer a sua sede e criar um mecanismo de formação de professores como ele continuou a expandir seu trabalho para mais de trinta países e regiões Centro-Oeste da África. Sua obra inclui escolas, domingo, igrejas, acampamentos e instalações de treinamento de professores atingindo dezenas de milhares de surdos - ensinando a muitos deles, não só os seus próprios nomes, mas também o Evangelho de Jesus Cristo .

Durante 30 anos de serviço Dr. Andrew Foster fundou 31 escolas e 2 centros sucessivamente, em Gana, Nigéria, Costa do Marfim, Togo, Chade, Senegal, Benin, Camarões, República Centro Africano, República do Zaire (hoje República Democrática do Congo), Burkina Faso Burundi e Gabão. Sobre o mesmo número de escolas dominicais e igrejas foram estabelecidas nesses países, e também no Quênia, Serra Leoa, Congo e Guiné. Por grande parte da sua vida do Dr. Andrew Foster passava seis meses do ano em África, estabelecendo as escolas e os outros seis meses nos Estados Unidos, arrecadando dinheiro para apoiar as mesmas.


FONTE: Wikipedia

AMY ECKLUND

 
 
Nascida em 25 de junho, em Reno, Nevada, Amy Ecklund foi a segunda dos quatro filhos de Shirley e Robert C. Cox. 


A estrela das novelas não nasceu surda. Perdeu sua capacidade auditiva aos 6 anos e foi criada em um ambiente de comunicação total. 


A mãe inscreveu-a para as aulas de voz para que ela não perdesse sua capacidade de falar. Amy fala, lê lábios e usa American Sign Language.


Amy concluiu seu Bacharelado em Belas Artes na Universidade do Sul da Califórnia, onde ela atuou em algumas novelas. Após a faculdade, ela se mudou para New York e trabalhou em empregos temporários, até ao treinar em Austin Pendleton no HB Studio.  


Já atuou em peças como o Present Laughter, The Madwoman of Chaillot, Conuselor-At-Law, The Mask of Moriarty, As You Like It, NY Seen, Holiday Goggles, e The Seagull. Também estudou teatro na Universidade do Texas e Zachary Scott oficinas de teatro. 


Amy se casou com seu amigo de escola, Jon Ecklund sete anos após a sua formatura. Ela agradece sua mãe e seu pai por seu apoio. 


Anteriormente conhecida como Amy Cox, a talentosa Amy Ecklund criou a personagem de Abigail Blume em Guiding Light em agosto de 1995 baseando-se em sua vida real.


Nunca ganhou um Emmy, mas já foi nominada. 


Em 1998, ganhou o prêmio Daytime Webbie por "melhor atriz de drama". 


Em 1999 fez um implante coclear, o que tem estimulado muitos pais americanos a fazerem o mesmo com seus filhos surdos e irritado muitos daqueles que fazem parte da comunidade surda.


Também foi nominada uma das mulheres mais bonitas das novelas semanais. 


Como qualquer atriz, Amy Ecklund participou nos chats de internet. Um destes chats fez com que os produtores de sua série tomassem a decisão de que Amy não voltasse a utilizar a língua de sinais em suas aparições. 


Em seu tempo livre, Amy gosta de costurar suas próprias roupas, escrever, cozinhar, ler, correr, levantar pesos, e explorar Nova Iorque.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

UMA MENSAGEM DE ANO NOVO PARA TODOS VOCÊS...

MAIS UM ANO TERMINA. 2010 PASSOU VOANDO. MUITOS PLANOS A GENTE FEZ, MAS A IMPRESSÃO É DE QUE A VIDA NOS DEU UM SOCO NA CARA...




POR CONTA DESSA RAPIDEZ TODA, NOS SENTIMOS EXAUSTOS, QUEBRADOS... 




E POR VEZES, OLHAMOS PARA O LADO E TEMOS A IMPRESSÃO DE QUE A VIDA ALHEIA VAI MUITO BEM, OBRIGADO. A NOSSA É QUE ANDA NUMA OBRA ETERNA, PARECENDO ATÉ UMA BRINCADEIRA DO DESTINO...
 




E, QUANDO MENOS ESPERÁVAMOS, O ANO ACABOU. NEM BEM GUARDAMOS OS ENFEITES DE NATAL USADOS EM 2009 E JÁ ERA HORA DE PENDURÁ-LOS NOVAMENTE NA PAREDE. E AGORA, A SENSAÇÃO DE QUE FIZEMOS MENOS DO QUE PREVÍAMOS, CONQUISTAMOS MENOS DO QUE SONHAMOS, ABRAÇAMOS MENOS DO QUE ALMEJAMOS.


MAS, EU TE PERGUNTO: E DAÍ?


NÃO SERIA HORA DE COMEÇAR TUDO DE NOVO? QUE TAL PARAR DE SE LAMENTAR E OLHAR PRA FRENTE? QUE TAL SONHAR NOVAMENTE, E COM LUGARES AINDA MAIS ALTOS? 
 
 
OU AINDA, QUE TAL APROVEITAR O QUE APARENTEMENTE DEU ERRADO PARA FAZER NOVOS PLANOS, AINDA MAIS OUSADOS, COMO ATÉ MESMO CONHECER TODO O MUNDO?
 
 
NÃO SERÁ MOMENTO DE PARAR DE PASSAR A VIDA COM TRISTEZA E COMEÇAR A ATRAVESSÁ-LA COM ALEGRIA E A CERTEZA DE CHEGAR NO OBJETIVO?

 

 QUE TAL MUDAR O VISUAL DA ROUPA, O CORTE DE CABELO, A COR DO ESMALTE DA UNHA, O MODELO DO CARRO, A DECORAÇÃO DA CASA?
 
  

TUDO BEM QUE ESSAS MUDANÇAS PODEM ACARRETAR EM ALGO QUE NÃO PREVÍAMOS... MAS, E DAÍ? LEMBRE-SE: SOMOS PARTE DA NATUREZA E, ASSIM COMO ELA, PODEMOS SEMPRE VOLTAR AO EQUILÍBRIO.

 
 

ENTÃO, NADA DE DESESPERO, NADA DE DESÂNIMO. MAIS UM ANO VEM AÍ. E APENAS NÓS MESMOS PODEMOS FAZER ALGO A NOSSO FAVOR. E MAIS: SOMOS NÓS QUEM FAZEMOS NOSSOS CAMINHOS...
 
 
PORTANTO, A ÚNICA COISA QUE TENHO A DESEJAR A CADA UM DE VOCÊ É QUE EM 2011 POSSA ACHAR DENTRO DE SI FORÇAS PARA CRESCER E VENCER. QUE ESTE PRÓXIMO ANO TRAGA PAZ, UNIÃO, MAS TAMBÉM CORAGEM E DETERMINAÇÃO. QUE SEUS CAMINHOS SEJAM FIRMES, QUE SEUS PASSOS SEJAM SEGUROS.


E QUE, AO TÉRMINO DO PRÓXIMO ANO, VOCÊ POSSA OLHAR PARA TRÁS E, MESMO QUE VEJA PROBLEMAS E OBSTÁCULOS, SINTA O ENORME PRAZER DE TER VENCIDO TODOS ELES. 


TIPOS DE PROBLEMAS AUDITIVOS MAIS COMUNS


Pelo menos uma em cada mil crianças nasce profundamente surda. Muitas pessoas desenvolvem problemas auditivos ao longo da vida, por causa de acidentes ou doenças.

Existem dois tipos principais de problemas auditivos. O primeiro afeta o ouvido externo ou médio e provoca dificuldades auditivas "condutivas" (também denominadas de "transmissão"), normalmente tratáveis e curáveis. O outro tipo envolve o ouvido interno ou o nervo auditivo. Chama-se surdez neurossensorial.

A deficiência auditiva pode ser classificada como deficiência de transmissão, quando o problema se localiza no ouvido externo ou médio (nesse caso, o prognóstico costuma ser excelente); mista, quando o problema se localiza no ouvido médio e interno, e sensorioneural ou neurossensorial, quando se origina no ouvido interno e no nervo auditivo.

Infelizmente, esse tipo de surdez em geral é irreversível. A surdez condutiva faz perder o volume sonoro: é como tentar entender alguém que fala muito baixo ou está muito longe.

A surdez neurossensorial corta o volume sonoro e também distorce os sons. Essa interpretação descoordenada de sons é um sintoma típico de doenças do ouvido interno.


OUVIDOS OBSTRUÍDOS
Uma das causas mais simples da perda de audição é a obstrução do canal auditivo. Esse bloqueio impede que as ondas sonoras cheguem até o tímpano. Constantemente sai cera natural do ouvido, ajudando a remoção de sujeira. Mas quando a cera endurece, ela fica no canal e entope o ouvido. Pequenos objetos enfiados no ouvido também obstruem o som. Como o canal auditivo é revestido de pele, ele pode ser obstruído por descamações de pele, tumores ou infecções.

COLA NO OUVIDO
O líquido produzido no ouvido médio geralmente é drenado através de um conduto que leva à garganta, chamado trompa de Eustáquio. Quando ele fica obstruído por uma infecção ou por adenóides inflamadas, o líquido contaminado se acumula no ouvido médio, tornando-se espesso e aderente, daí o nome de cola no ouvido, A “cola” dificulta a vibração adequada do tímpano e dos ossos no ouvido médio.
A trompa de Eustáquio deixa passar o ar de fora para o ouvido médio, mantendo a pressão atmosférica equilibrada nos dois lados do tímpano. A obstrução da trompa de Eustáquio altera a pressão no interior do ouvido, podendo danificar o tímpano.

TÍMPANO DANIFICADO
Repetidas infecções graves no ouvido médio enfraquecem o tímpano, provocando até perfurações, que impedem a sua vibração normal e levam à perda de audição. Em geral, essas perfurações no tímpano saram naturalmente, mas, se a infecção for grave e perdurar por muito tempo, os orifícios podem não se fechar. A denominação médica para essa condição é otite média crônica, e exige tratamento apropriado. Objetos introduzidos no ouvido, fortes pancadas ou sons muito altos, como explosões, podem causar perfurações no tímpano.

DOENÇA DOS OSSOS DO OUVIDO
Uma doença óssea comumente chamada otosclerose causa sérios problemas de audição. É um processo hereditário, isto é, frequentemente se manifesta nas pessoas que têm familiares com otosclerose. O ossículo estribo começa apresentando um desenvolvimento anormal, que aos poucos o fixa à janela oval, impedindo-o de mover-se livremente. Por isso, ele deixa de conduzir as vibrações ao ouvido interno, levando à perda de audição. É possível curar essa doença por meio de cirurgia.

A otosclerose surge geralmente entre os 18 e os 30 anos e tende a piorar com a idade. É mais comum entre as mulheres.

NEUROSSENSORIAL
A surdez neurossensorial pode se manifestar em qualquer idade, desde o pré-natal até a idade avançada. A cóclea é um órgão muito sensível e vulnerável aos fatores genéticos, às doenças infantis, aos sons muito altos e a alguns medicamentos. Muitos idosos também sofrem de surdez neurossensorial.

Um parto difícil ou prematuro, sobretudo quando o bebê não recebe oxigênio suficiente, às vezes causa surdez neurossensorial. Ao nascer, a criança está sujeita à icterícia, prejudicial ao nervo auditivo, podendo levar à perda de audição. A icterícia é mais comum em bebês prematuros. Muitos problemas que surgem no parto estão se tornando menos frequentes à medida que se aprimoram as técnicas de assistência a bebês de "alto risco".

TINIDO
O zumbido, ou barulho nos ouvidos - denominado tinido - afeta muitas pessoas, embora a causa desses ruídos não esteja esclarecida.

É difícil a pessoa saber de onde vêm os ruídos no sistema auditivo. Alguns acham que eles são quase insuportáveis, e é mais comum atacarem pessoas idosas.

Sons muitos altos, doenças ou infecções do ouvido são as causas do tinido, havendo quem afirme que alguns remédios vasodilatadores e mesmo alguns tipos de alimentos tornam os zunidos mais intensos.

Mesmo sem problemas de audição, uma pessoa pode perceber o zumbido e achá-lo bastante desconfortável.

DOR DE OUVIDO
A dor de ouvido (otalgia) pode ser causada por doenças no próprio ouvido (causa otológica) ou por doenças e/ou distúrbios em outras estruturas orgânicas próximas ou mais distantes do ouvido (causa não otológica).

As dores de ouvido de causa otológica são:
  • a otite externa aguda,
  • a otite média aguda
  • os tumores de ouvido

OTITE EXTERNA AGUDA
A otite externa aguda é uma infecção na pele do canal do ouvido causada por vários tipos de germes ou fungos. É caracterizada por uma severa e profunda dor de ouvido. A dor usualmente vem precedida ou acompanhada de coceira. 

Quando a infecção se torna crônica, ocorrem episódios agudos recorrentes, coceira irritante e descamações da pele do canal. A otite externa aguda e crônica é um problema de ouvido tão comum entre os nadadores que é chamada também de "otite dos nadadores".

OTITE MÉDIA AGUDA
A otite média aguda é uma infecção no ouvido médio causada por bactérias e, eventualmente, por vírus. É mais comum em crianças. A infecção se faz pela migração do germe, presente na garganta ou no nariz, através da tuba auditiva. Essa doença ocorre, na maioria das vezes, após gripe. 

É frequente, também, através do contato com outras crianças portadoras de doenças infecciosas. Os principais sintomas são dor e diminuição da audição. A dor costuma ser severa. Outros sintomas podem estar presentes: febre, inquietude, perda de apetite, secreção no ouvido (se houver perfuração timpânica); vômitos e diarréia podem ocorrer nas crianças pequenas.

TUMORES DO OUVIDO
As dores do ouvido causadas por tumores são bem menos frequentes do que as dores causadas por infecções. Em caso de tumor, o paciente costuma sentir dor, diminuição da audição e com frequência, secreção no ouvido.

O médico faz o diagnóstico pela história do paciente, exame do ouvido e exame por imagens (tomografia computadorizada, ressonância magnética).

As dores de ouvido de causa não otológica são muito frequentes. As mais comuns são as de origem dentária (cáries, molares inclusos, apicites paradentares) e as disfunções têmporo-mandibulares relacionados com ausência de elementos dentários, próteses dentárias mal adaptadas e má oclusão dentária.

Pacientes idosos com problema de coluna cervical (artrite) ou pacientes com história de traumatismo na coluna cervical costumam relatar dor atrás da orelha ou no mastóide.

Processos infecciosos e tumorais nas amígdalas, na faringe e na boca podem ser causa de dor no ouvido.

Processos malígnos nas vias aéreas, digestivas e base de crânio também podem causar otalgia.

As otalgias de causa não otológica ocorrem por causa da extensa ramificação de nervos importantes na região da cabeça, pescoço, tórax e aparelho digestivo. O impulso doloroso chega ao ouvido através dessas ramificações nervosas que fazem conexões entre o local da doença e o órgão da audição (dor refletida).

Quando o médico constata que a dor de ouvido não é de causa otológica, uma medida importante é solicitar exame buco-facial por dentista especializado. Exames por imagens (radiografia convencional, tomografia computadorizada, ressonância magnética) da base do crânio, vias aéreas e digestivas poderão ser necessárias.



Fonte: ABC da Saúde e Surtec

UM PENSAMENTO DE J.SCHUYLERHONG

LUDWIG VAN BEETHOVEN

 


Ludwig van Beethoven nasceu em 16 de dezembro de 1770, em Bonn, Alemanha. Mas sua ascendência era holandesa: o nome de sua família é derivado do nome de uma aldeia na Holanda, Bettenhoven (canteiro de rabanetes), e tem a partícula van, muito comum em nomes holandeses - não confundir com o nobiliárquico alemão von. O avô do compositor, também Ludwig van Beethoven, contudo, era originário da Bélgica, e a família estava há poucas décadas na Alemanha.

Vovô van Beethoven era músico. Trabalhava como Kappelmeister (diretor de música da corte) do eleitor de Colônia e era um artista respeitado. Seu filho, Johann, que viria a ser o pai de Ludwig, menos talentoso, o seguiu na carreira, mas sem igual êxito. Depois da morte do pai, entregou-se ao alcoolismo, o que traria muitos problemas emocionais ao filho famoso.

Johann percebeu que o pequeno Ludwig (que fora batizado assim em homenagem ao avô) tinha talento incomum para música e tratou de encaminhá-lo à carreira de músico do eleitor. Mas o fez de forma desastrosa. Obrigava o filho a estudar música horas e horas por dia, e não raro o batia. A educação musical de Beethoven tinha aspectos de verdadeira tortura.

Desde os treze anos Ludwig ajudou no sustento da casa, já que o pai afundava-se cada vez mais na bebida. Trabalhava como organista, cravista, ensaiador do teatro, músico de orquestra e professor, e assim precocemente assumiu a chefia da família. Era um adolescente introspectivo, tímido e melancólico, frequentemente imerso em devaneios e "distrações", como seus amigos testemunharam.

Em 1784, Beethoven conheceu um jovem conde, de nome Waldstein, e tornou-se amigo dele. O conde notou o talento do compositor e o enviou para Viena, para que se tornasse aluno de Mozart. Mas tudo leva a crer que Mozart não lhe deu muita atenção, embora reconhecendo seu gênio, e a tentativa de Waldstein não logrou êxito - Beethoven voltou em duas semanas para Bonn.

Em Bonn, começou a fazer cursos de literatura - até para compensar sua falta de estudo geral, já que saíra da escola com apenas 11 anos - e lá teve seus primeiros contatos com as fervilhantes idéias da Revolução Francesa, que ocorria, com o Aufklärung (Iluminismo) e com o Sturm und Drang (Tempestade e Ímpeto), correntes não menos fervilhantes da literatura alemã, de Goethe e Schiller. Esses ideais tornariam fundamentais na arte de Beethoven.

Apenas em 1792 que Beethoven haveria de partir definitivamente para Viena. Novamente por intermédio do conde Waldstein, dessa vez Ludwig havia sido aceito como aluno de Haydn - ou melhor, "papai Haydn", como o novo pupilo o chamava. A aprendizagem com o velho mestre não foi tão frutífera quanto se esperava. Haydn era afetuoso, mas um tanto descuidado, e Beethoven logo tratou de arranjar aulas com outros professores, para complementar seu estudo.

Seus primeiros anos vienenses foram tranquilos, com a publicação de seu opus 1, uma coleção de três trios, e a convivência com a sociedade vienense, que lhe fora facilitada pela recomendação de Waldstein. Era um pianista virtuoso de sucesso nos meios aristocráticos, e soube cultivar admiradores. Apesar disso, ainda acreditava nos ideais revolucionários franceses.

Então surgiram os primeiros sintomas da grande tragédia beethoveniana - a surdez. Em 1796, na volta de uma turnê, começou a queixar-se, e foi diagnosticada uma congestão dos centros auditivos internos. Tratou-se com médicos e melhorou sua higiene, a fim de recuperar a boa audição que sempre teve, e escondeu o problema de todos o máximo que pôde. Só dez anos depois, em 1806, que revelou o problema, em uma frase anotada nos esboços do Quarteto no. 9: "Não guardes mais o segredo de tua surdez, nem mesmo em tua arte!".

Antes disso, em 1802, Beethoven escreveu o que seria o seu documento mais famoso: o Testamento de Heiligenstadt. Trata-se de uma carta, originalmente destinada aos dois irmãos, mas que nunca foi enviada, onde reflete, desesperado, sobre a tragédia da surdez e sua arte. Ele estava, por recomendação médica, descansando na aldeia de Heiligenstadt, perto de Viena, e teve sua crise mais profunda, quando cogitou seriamente o suicídio. Era um pensamento forte e recorrente. O que o fez mudar de idéia? "Foi a arte, e apenas ela, que me reteve. Ah, parecia-me impossível deixar o mundo antes de ter dado tudo o que ainda germinava em mim!", escreveu na carta.

O resultado é o nascimento do nosso Beethoven, o músico que doou toda sua obra à humanidade. "Divindade, tu vês do alto o fundo de mim mesmo, sabes que o amor pela humanidade e o desejo de fazer o bem habitam-me", continua o Testamento. Para Beethoven, sua música era uma verdadeira missão. A Sinfonia no. 3, Eroica, sua primeira obra monumental, surge em seguida à crise fundamental de Heiligenstadt.

No terreno sentimental, outra carta surge como importante documento histórico: a Carta à Bem-Amada Imortal. Beethoven nunca se casou, e sua vida amorosa foi uma coleção de insucessos e de sentimentos não-correspondidos. Apenas um amor correspondido foi realizado intensamente, e sabemos disso exatamente através dessa carta, escrita em 1812. Nela, o compositor se derrama em apaixonadíssimos sentimentos a uma certa "Bem-Amada Imortal":

"Meu anjo, meu tudo, meu próprio ser! Podes mudar o fato de que és inteiramente minha e eu inteiramente teu? Fica calma, que só contemplando nossa existência com olhos atentos e tranquilos podemos atingir nosso objetivo de viver juntos. Continua a me amar, não duvida nunca do fidelíssimo coração de teu amado L., eternamente teu, eternamente minha, eternamente nossos".

A identidade da "Bem-Amada Imortal" nunca ficou muito clara e suscitou grande enigma entre os biógrafos de Beethoven. Maynard Solomon, em 1977, após inúmeros estudos, concluiu que ela seria Antonie von Birckenstock, casada com um banqueiro de Frankfurt - seria, portanto, um amor realizado, mas ao mesmo tempo impossível, bem beethoveniano. Ludwig permaneceria solteiro.

Em 1815, seu irmão Karl morreria, deixando um filho de oito anos para ele e a mãe cuidarem. Porém Beethoven nunca aprovou a conduta da mãe dessa criança - também Karl - e lutou na justiça para ser seu único tutor. Foram meses de um desgastante processo judicial que acabou com o ganho de causa dado ao compositor. Agora Beethoven teria que cuidar de uma criança, ele que sempre fora desajeitado com a vida doméstica.

Nos anos seguintes, Beethoven entraria em grande depressão, da qual só sairia em 1819, e de forma exultante. A década seguinte seria um período de supremas obras-primas: as últimas sonatas para piano, as Variações Diabelli, a Missa Solene, a Nona Sinfonia e, principalmente, os últimos quartetos de cordas.

Foi nessa atividade, cheio de planos para o futuro (uma décima sinfonia, um réquiem, outra ópera), que ficou gravemente doente - pneumonia, além de cirrose e infecção intestinal. No dia 26 de março de 1827, morreria Ludwig van Beethoven - segundo a lenda, levantando o punho em um último combate contra o destino.



FONTE: http://geniosmundiais.blogspot.com/

ALEXANDER GRAHAM BELL

 

Alexander Graham Bell nasceu no dia 3 de março de 1847, em Edimburgo, na Escócia.

Era o segundo dos três filhos do casal Alexander Melville Bell e Eliza Grace Symonds.

Sua família tinha tradição e renome como especialista na correção da fala e no treinamento de portadores de deficiência auditiva.

O avô, Alexander Bell, foi sapateiro em St. Andrews, na Escócia e, enquanto consertava sapatos, recitava Shakespeare. Ser ou não ser? Eis a questão. Fazia isso com tanta frequência que, aos poucos, admirado com a própria voz, passou a se dedicar à melhoria da dicção com o valor exato para cada palavra. Abandonou o ofício de sapateiro e seguiu o caminho do teatro, porém, alguns anos no palco foram suficientes para que descobrisse outra profissão; tornou-se professor de Elocução: modo de expressar-se, oralmente ou na escrita elocução e dava conferências dramáticas sobre Shakespeare, desenvolvendo boa prática no tratamento dos defeitos da fala, especializando-se em Foniatria: estudo e tratamento de perturbações da voz e da fala.

O pai, Alexander Melville Bell, passou a se interessar, não só pelo som das palavras, como também pelas causas desse som. Estudou anatomia - laringe, cordas vocais, boca, etc criando o que chamava de "fala visível". É autor do livro "Dicção ou Elocução Padrão".

Bell, seu pai e seu avô tinham o mesmo Prenome: nome de um indivíduo, nome de batismo - Alexander. Até os 11 anos, se chamava simplesmente Alexander Bell, até que um dia na escola, a professora sugeriu que adotasse mais um nome para diferenciar-se do avô. 

Depois de consultar os familiares, optou por Graham, em homenagem a um grande amigo de seu pai.

Aos 14 anos, ele e seus irmãos construíram uma curiosa reprodução do Aparelho Fonador: que produz o som da fala. Numa caveira montaram um tubo com "cordas vocálicas", palato, língua, dentes e lábios, e com um Fole: instrumento para produzir correntes de ar, que funciona por expansão e contração, absorvendo ar por uma válvula e expelindo-o através de um tubo, sopravam a traquéia, fazendo a caveira balbuciar "ma-ma", imitando uma criança chorona.

Alexander Graham Bell cresceu assim, em um ambiente rico de estudo da voz e dos sons, o que certamente influenciou no seu interesse nesse campo, além de ter a mãe que, muito jovem, ficou surda.

Estudou na Universidade de Edimburgo, onde começou a fazer experimentos sobre Pronúncia: modo de articular os sons, as palavras ou frases. Certo dia, um amigo de seu pai falou sobre a obra de um certo cientista alemão chamado Hermann von Helmholtz, que havia investigado a natureza física dos sons e da voz. Excitado com a novidade, apressou-se em conseguir uma cópia do livro. Só havia um problema: o livro estava escrito em alemão, língua que não entendia. Além disso, trazia muitas equações e conceitos de física, inclusive relativos à eletricidade, área que tampouco dominava.

Apesar de todas as dificuldades, Bell teve a impressão de que (por meio de alguns desenhos do livro), Helmholtz tinha conseguido enviar Sons Articulados: Sons articulados são aqueles formados por uma combinação de sons, como a voz. Sintetizá-los, na época, era transformá-los em sons elétricos. Se vocês quiserem entender melhor, ouça a música I just call to say I love you do cantor americano Steeve Wonder que ao final da canção, simula uma voz através das notas tocadas em seu órgão, sons articulados, como vogais, através de fios utilizando eletricidade. Ao contrário do que vocês podem estar pensando, foi exatamente esse engano que fez com que Bell começasse a pensar sobre os modos de enviar a voz à distância por meios elétricos.

Em 1868, em Londres, tornou-se assistente do pai, assumindo seu cargo em tempo integral quando este tinha de viajar aos Estados Unidos para dar cursos.

Nessa época, seus dois irmãos, o mais velho e o caçula, com intervalo de um ano, morreram de Tuberculose: doença provocada pelo Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch, podendo atingir os pulmões. As dificuldades econômicas aumentaram e a ameaça da doença, também encontrada em Bell, levou o pai a abandonar a carreira em Londres, em seu melhor momento e, em agosto de 1870, mudar-se com a família para o Canadá.

Compraram uma casa em Tutelo Heights, perto de Brantford, província de Ontário, que era conhecida como "Casa Melville" e que hoje é conservada como relíquia histórica com o nome de "solar dos Bell".

O pai de Bell era famoso e foi muito bem recebido no Canadá. Em 1871, recebeu o convite para treinar professores de uma escola de surdos em Boston, nos Estados Unidos, porém, preferindo continuar no Canadá, mandou o filho em seu lugar. Bell passou a ensinar o método de pronúncia desenvolvido por seu pai, treinando professores em muitas cidades além de Boston, pois, nessa época, antes da descoberta dos antibióticos, a surdez era muito mais comum, podendo surgir como resultado de muitas doenças. Em 1872, abriu sua própria escola para surdos (onde depois conheceu D. Pedro II, em 1876). No ano seguinte, em 1873 tornou-se professor da Universidade de Boston, época em que começa a se interessar por telegrafia e estudar modos de transmitir sons utilizando a eletricidade.

Por meio de seu trabalho como professor de surdos, A. Graham Bell - como assinava e gostava de ser chamado - conheceu pessoas influentes que, depois, ajudaram-no muito. Um deles foi Thomas Sanders, um rico comerciante de couro que morava em Salem, próximo a Boston, cujo filho - George - foi aluno de Bell. O menino mostrou progressos tão rápidos que Sanders, agradecido, convidou Bell a morar em sua casa. Outra pessoa importante foi Gardiner Greene Hubbard, um advogado e empresário bem-sucedido, que viria a ser seu sogro em 1875.

Em 1898, Bell substituiu o sogro na presidência da National Geographic Society, transformou o velho boletim da entidade na belíssima National Geographic Magazine, semelhante à que temos hoje.

Alexander Graham Bell morreu em sua casa de Baddeck, no Canadá, no dia 2 de agosto de 1922, aos 75 anos.


Muitos conhecem Bell como o inventor do telefone, muito embora hoje já se reconheça que o verdadeiro inventor foi o italiano Antonio Meucci, mas poucos sabem de seus outros feitos.




"Inventor é um homem que olha para o mundo em torno de si e não fica satisfeito com as coisas como elas são. Ele quer melhorar tudo o que vê e aperfeiçoar o mundo. É perseguido por uma idéia, possuído pelo espírito da invenção e não descansa enquanto não materializa seus projetos." 

(Palavras de Alexander Graham Bell gravadas numa placa no museu que tem o seu nome, em Baddeck no Canadá.)





FONTE: http://geniosmundiais.blogspot.com/

REPORTAGEM: CÃO SURDO APRENDE A LÍNGUA DE SINAIS E GANHA PRÊMIO DE OBEDIÊNCIA


 


Vicky Tate, uma britânica de 65 anos que vive em Essex, na Inglaterra, criou sua própria linguagem de sinais para se comunicar com Zippy, seu cachorro de estimação. O curioso é que, apesar de ser totalmente surdo, o animal acaba de ganhar o mais importante prêmio de obediência concedido pela Kennel Club, uma reconhecida entidade de defesa dos animais.

“Foi a primeira vez que a Kennel Club concedeu o prêmio a um cachorro com problemas de audição e todos ficaram surpresos quando ele venceu”, afirmou Vicky ao jornal Daily Mail. A britânica passou a criar Zippy quando ele tinha 7 semanas (hoje, ele tem dois anos) e logo descobriu que havia algo de errado com ele. “Ele não respondia quando o chamavam”, contou. Um teste num hospital veterinário confirmou a surdez.

Além dos movimentos de mãos e pernas para se comunicar com o animal, a senhora Vicky colocou em Zippy um colar vibratório especial, que ela pode acionar para atrair a atenção e dar algum tipo de instrução ao cão. “Também falo com ele o tempo todo, porque apesar de não poder ouvir, ele pode entender minhas expressões faciais”, diz a mulher. “Antigamente, era comum sacrificar animais que fossem surdos, mas eles podem ter uma vida satisfatória. Zippy é meu grande amigo”, completa.

“O prêmio dado a Zippy mostra que um bom treinamento está acessível a todos os cachorros”, afirma Heidi Lawrence, educadora do Kennel Club.


Fonte: Planeta Bicho