domingo, 30 de outubro de 2011

AMBIENTE COMPUTACIONAL PARA ENSINO E APRENDIZAGEM DE SURDOS

O Governo do Rio de Janeiro disponibiliza para os surdos um ambiente computacional em aborda os temas: Legislação de Trânsito, Primeiros Socorros, Proteção e Respeito ao Meio Ambiente, Direção Defensiva. Todo conteúdo está disponível em LIBRAS.

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sábado, 29 de outubro de 2011

LITERATURA EM LIBRAS ESTIMULA A INCLUSÃO E DESENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS SURDAS

Histórias impressas e vídeos em Libras instigam memória e vocabulário.

"Realfabetização" dos pais é importante para a criança se sentir acolhida.

Com quatro anos, Fabrizzio Castro já sabe ler, escrever e chama a atenção como contador de histórias. A mãe dele, Fernanda Soares, credita o desenvolvimento ao intenso contato da criança com literatura. O menino, que é surdo desde o nascimento, é apaixonado por livros e DVDs infantis e chega a pedir os artigos como presente em datas comemorativas ao invés de brinquedos.

"Ele prefere livros a carrinhos", diz Cláudia Soares, avó de Fabrízzio Castro (Foto: Fernanda Brescia/G1) 
"Ele prefere livros a carrinhos", diz Cláudia Soares, avó de Fabrízzio Castro

Histórias em formato impresso ou digital estimulam o vocabulário e o ganho de habilidades para crianças surdas. As narrativas traduzidas ou adaptadas para a Lingua Brasileira de Sinais (Libras) são ainda mais indicadas, segundo especialistas. Para a professora e coordenadora do Núcleo de Libras da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Elideia Bernadino, o contato com a Libras deve ser incentivado desde cedo. “O quanto antes [a criança] tiver contato com a Libras, melhor pra ela, porque vai ajudar no desenvolvimento cognitivo e ela vai adquirir uma língua cedo. O aprendizado da Libras não vai interferir no aprendizado do português”, afirma.

Ainda segundo a pesquisadora, as expressões corporais e faciais do intérprete que conta uma história transmitem sentimentos que ajudam na integração e no desenvolvimento das crianças da comunidade surda. “Vários surdos falam comigo: ‘português não tem emoção como a Libras’. O texto escrito é uma coisa fria para uma pessoa que não domina a língua. Na Libras, a criança sente a emoção narrada”, disse.

Fabrizzio, que é filho de surdos, teve contato com a Libras desde o nascimento. “Desde os primeiros meses, ele já é sinalizado. Ele falava ‘mamãe’ e ‘papai’ usando sinais. Hoje, ele está começando a aprender o português”, relatou a avó do menino, Cláudia Soares.

Aos quatro anos, Fabrízzio, que é filho de surdos, se comunica em Libras e está aprendendo Português (Foto: Fernanda Brescia/G1) 
Aos quatro anos, Fabrízzio, que é filho de surdos, se comunica em Libras e está aprendendo Português


Mãe e avó de surdos, Cláudia acompanhou a evolução da literatura deste segmento nas duas últimas décadas. “Antes não se usava Libras, era tudo oralizado”, disse. Cláudia conta que a filha dela, Fernanda Soares, sofreu muito quando era criança. “Eu lembro que eu tinha um livro da Branca de Neve. Eu mostrava, contava do meu jeito em português e ela não entendia nada. Ela era oralizada, mas não sabia nem Libras, nem português. Ela chorava porque não compreendia e eu queria que a menina falasse, né”, disse.

Segundo Cláudia, antigamente, a surdez era vista como doença e os surdos não eram acolhidos como hoje. Ela relatou que tinha 18 anos quando descobriu que a filha Fernanda, com cinco meses, era surda, mas não aceitava. “Eu teimava pra ela falar ‘copo’, mas ela não entendia. Era difícil construir uma história, uma frase”, disse. “Quando ela dominou a Libras, aos 16 anos, passou a dar significado para as coisas”, completou. “Às vezes ela me perguntava ‘o que é isto?’ e eu não conseguia passar pra ela. Com o Fabrizzio, o retorno é imediato. Tenho várias formas para mostrar para ele. A comunicação é 100%. Com a Fernanda, não chegava aos 50%”, conta.

Vários surdos falam comigo: ‘português não tem emoção como a Libras’. O texto escrito é uma coisa fria para uma pessoa que não domina a língua. Na Libras, a criança sente a emoção narrada"
Elideia Bernadino, coordenadora do Núcelo de Libras da UFMG

Para Cláudia, o reconhecimento da Libras como língua foi importante tanto para o avanço da literatura voltada para surdos, quanto para o desenvolvimento de outras áreas do conhecimento e pesquisas. Segundo informações da Federação Nacional de Educação e Integração de Surdos (Feneis), atualmente, cerca de 3% da população brasileira apresenta algum tipo de deficiência auditiva. Em 2002, o governo federal reconheceu a Libras como a língua oficial a ser utilizada pelos surdos, por meio da Lei 10.436.

Para a pesquisadora da UFMG Elidea Bernardino, é essencial que a família da criança surda aprenda Libras para que ela se sinta incluída. “A maioria dos surdos têm pais ouvintes, 90%, 95%. Um número muito pequeno de crianças surdas tem contato com surdos no início. Assim que uma criança surda nasce, os familiares ouvintes têm que ser ‘realfabetizados’”, diz.

Neste sentido, também é importante que os pais e familiares criem estratégias para incentivar as crianças a ler e se integrar. “Conheço um pai que, para criar o gosto pela leitura, começava a ler pra ele [para o filho] e, quando a história chegava ao clímax, ele fechava o livro, entregava para o menino e falava: ‘agora, você vai ler’. Aí, ele [a criança] ia começando a ler a história toda, entendendo melhor o português, ia curioso”, contou.

Segundo Elidea, narrativas elaboradas para as crianças surdas também devem ter elementos do português para que os pais compreendam e transmitam a mensagem aos filhos. “A história geralmente é sinalizada e tem legendas para os familiares entenderem o que é falado. O objetivo é chegar ao surdo pela sinalização e não pela legenda. Por isto, até a posição da leitura é diferente, pois a criança tem que ver o rosto de quem conta”, reflete a pesquisadora.

Para ela, histórias também são importantes para o desenvolvimento de habilidades como a memória e a noção de princípio, meio e fim, essencial para a compreensão de passado, presente e futuro. Cláudia e Fernanda, avó e mãe de Fabrízzio, investem em jogos e brincadeiras. ”A memória do surdo é visual. Um quebra-cabeça com 80 peças ele [Fabrizzio] monta em segundos. No jogo da memória, então, ele ganha de qualquer um”, diz Cláudia.

"No jogo da memória, ele ganha de qualquer um", diz Cláudia Soares sobre o neto Fabrizzio (Foto: Fernanda Brescia/G1) 
"No jogo da memória, então, ele ganha de qualquer um", diz Cláudia Soares sobre o neto Fabrizzio

No Brasil, o mercado literário tem crescido para atender a demanda da comunidade surda, especialmente das crianças, mas as iniciativas ainda não atendem a todos, segundo especialistas. “Me parece que ações governamentais são muito tímidas em relação a isto. Vejo que há muito barulho e pouca luz”, disse Astomiro Romais, diretor da Editora da Ulbra.

Geralmente, as narrativas publicadas por editoras são adequadas para o universo da comunidade surda. Temas como a interação entre surdos e ouvintes, a maneira como o surdo enxerga o mundo e a relação dos parentes ouvintes com o único surdo da família são recorrentes na literatura do gênero. A adaptação de livros clássicos também aparece com frequência nas prateleiras das livrarias e das videolocadoras.

Cinderela Surda perde a luvinha, ao invés do sapato de cristal (Foto: Editora da Ulbra) 
Cinderela Surda perde a luvinha, ao invés do sapato de cristal

Segundo o editor-assistente da Editora da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), Roger Kessler, a iniciativa é inclusiva e tende a gerar aproximação entre crianças surdas e ouvintes. “A tendência tem sido esta, de lançar livros com personagens consagrados do imaginário infantil”, diz. Para o diretor da editora, Astomiro Romais, também é importante que a história tenha elementos do universo surdo. Um dos livros lançados em 2003 pela empresa, Cinderela Surda, reconta a fábula da moça que encontra o príncipe depois da meia noite e vive feliz para sempre. Neste caso, a princesa perde a luva e não o sapatinho de cristal. “A intenção é valorizar a questão da própria mão como elemento da comunicação, elemento fundamental da linguagem visual”, reflete.

A avó de Fabrizzio, Cláudia Soares, diz que o menino tem uma coleção de artigos de literatura em casa. “Fabrizzio tem muitos livros, DVDS imensos, tem histórias da Turma da Mônica em Libras, do Pinóquio. Hoje, é muito vasto o material em Libras. Há livrinhos, quebra-cabeça, dominó, jogo da memória. Então, tem muita coisa pra construir este vocabulário, este mundo da Libras”, conta. Ela diz que um dos livros do menino reconta a história dos Três Porquinhos. Na versão, quando o Lobo Mau toca a campainha, o equipamento ativa as luzes da casa para que os porquinhos surdos abram a porta, ao invés de emitir um som. Segundo ela, o garoto também tem livros não traduzidos. “Quando eu compro um livro de história comum, ele vê a gravura e quer saber se a casa é grande, pequena, qual é a cor. Ele fica olhando para a gravura e pra mim para que eu explique cada página em Libras. É tudo gestovisual”, diz.

Para Cláudia, o fato de a criança conhecer o personagem, ajuda no aumento do vocabulário e na efetividade da comunicação. “Ele conhece os personagens, sabe que o Cascão não gosta de tomar banho. Com muita certeza é aprendizado porque dali ele imagina outras histórias”, diz. (Veja, ao lado, um trecho de uma história da Turma da Mõnica em Libras).  Ela também critica a resistência das editoras a publicar narrativas inéditas. “Acho que falta capacitação em Libras”, afirma.

A Editora Arara Azul também adapta clássicos da literatura universal para a Libras e o carro-chefe do gênero na empresa são os vídeos com intérpretes que acompanham o material impresso. “Nosso foco é trazer para a língua de sinais um pouco da tradição literária da humanidade. As pessoas surdas são em sua essência biculturais, já que vivem no mundo dos ouvintes e da comunidade surda, quando possível. Assim, como qualquer criança, é importante ter contato com o mundo da imaginação”, diz a gerente editorial e de projetos da editora, Clelia Regina Ramos.

Em 2003, a editora lançou o primeiro livro da coleção digital bilíngue português/Libras, "Alice no País das Maravilhas", com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). Acesse o site da Editora Arara Azul para ter acesso à parte da história.

 Narrativa do clássico Alice no País das Maravilhas tem elementos para atender às crianças surdas e aos pais ouvintes (Foto: Editora Arara Azul) 
Narrativa do clássico Alice no País das Maravilhas tem elementos para atender às crianças surdas e aos pais ouvintes (Foto: Editora Arara Azul)

Tanto na Arara Azul quanto na Editora da Ulbra, o trabalho de “tradução” e adaptação das narrativas é feito com a participação de surdos.

O Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) produz vídeos com histórias narradas por pessoas caracterizadas como os personagens.

Família e escola

Para que as crianças surdas não sofram nenhuma defasagem, é essencial o incentivo dos familiares, segundo especialistas. “Eles têm que quebrar as barreiras da comunicação. A maioria dos pais não aprende Libras e delega para a escola a função de educação do surdo. Poucos se dedicam a buscar uma comunicação efetiva com os filhos”, diz Elidea. A pesquisadora conta que já teve que interferir no diálogo entre uma adolescente surda e a mãe dela, que não conhecia a linguagem de sinais e pediu ajuda para convencer a menina de que ela não deveria sair sozinha à noite. “Ele [o surdo] acaba ficando isolado. Normalmente, uma pessoa aprende e passa a ser o interlocutor na família. Os pais falam para o irmão traduzir”, completa.

A pedagoga e professora de nível médio Luciana Freitas coordena um curso de Libras para familiares de surdos em Belo Horizonte e diz que a maioria dos pais têm resistência para aprender a nova língua. “Eles querem que o filho fale, querem que eles ouçam. Ainda mais agora com o implante coclear, as próteses”, diz. Ela aponta a importância do esforço dos pais para que as crianças tenham a Libras como língua materna. “É importante que a criança tenha uma referência. Com seis meses, ela já vai balbuciar alguns sinais”, diz.

Eles têm que quebrar as barreiras da comunicação. A maioria dos pais não aprende Libras e delega para a escola a função de educação do surdo"
Elidea Bernardino, coordenadora do Núcleo de Libras da UFMG

De acordo com Luciana, todos os alunos de uma instituição em que ela lecionou, tinham mais contato com Libras na escola do que em casa. Ela diz que a instituição recebia livros do Ministério da Educação (Mec). “Geralmente, a escola dá um kit para o aluno com caderno, lápis e um kit literário. Alguns livrinhos eles [os alunos] podem levar. Mas, em casa, geralmente é usada a língua oral mesmo”, falou. Ainda segundo a pedagoga, alguns dos materiais didáticos também eram integrados à biblioteca local. “Na medida do possível a gente está assistido, mas poderia ter muito mais [materiais]. Acho que é uma área nova, que está caminhando”, disse.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), estudantes surdos matriculados em escolas públicas recebem materiais didáticos impressos em Língua Portuguesa acompanhados por um CD em Libras. Ainda de acordo com o ministério, em 2006, 33 mil exemplares do livro didático de alfabetização acessível em Libras foram disponibilizados para as instituições do país. Em 2007 e 2008, foram distribuídos 463.710 exemplares da Coleção Pitanguá acessível em Libras (Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, Geografia e História) para alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Em 2011, 254.712 exemplares da Coleção Porta Aberta – FTD, acessível em Libras, foram enviados às escolas, de acordo com o ministério. Exemplares do Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngue: Libras, Português e Inglês e materiais para a capacitação de professores e educadores também são disponibilizados, de acordo com o Mec.

Para Cláudia Soares, avó e mãe de surdos, ainda faltam investimentos por parte dos governos e do mercado literário para que haja aumento da divulgação e disponibilização de materiais em Libras e audiovisuais. “É uma luta, é muito esforço de estar querendo o melhor mesmo. Nossas autoridades têm que fazer mais pelos surdos. Não falo que são especiais; eles são capazes, competentes”, diz ela. “A criança surda precisa ter a língua materna dela, a Libras, numa escola regular. A gente defende a escola bilíngue, mas a gente não tem”, afirma.

Segundo dados do MEC, no ano passado, 70.823 estudantes com surdez e com deficiência auditiva foram matriculados na Educação Básica, sendo 33.372 estudantes com surdez severa e profunda e 37.451 com deficiência auditiva. Deste total, 22.249 estudantes com surdez e 30.251 com deficiência auditiva estão matriculados nas escolas comuns de ensino regular, representando um total de 52.500, ou 74%.

Nas escolas regulares, os surdos têm aulas com os alunos ouvintes e uma intérprete. Em Minas Gerais, estes estudantes contam com salas de estudos e acompanhamento de profissionais, segundo a Secretaria de Estado e Educação.

A gerente editorial e de projetos da Editora Arara Azul, Clelia Regina Ramos, ressalta que o surdo tem direito a ter todos os materiais que as outras pessoas têm traduzidos para a Libras, mas o material ainda é caro. “É trabalho com multimídia, os profissionais são caros, tem filmagem”. Ela aponta a necessidade de mais investimentos e parcerias para que o setor cresça.


FONTE: G1






* O TEXTO ENCONTRA-SE EM SEU FORMATO ORIGINAL. ERROS GRAMATICAIS E DISTORÇÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR.

CRATEÚS PROMOVE INCLUSÃO DE ALUNOS SURDOS



Inclusão neste Município é uma realidade. Pelo menos para os surdos. Crianças, adolescentes e adultos surdos são atendidos e acompanhados através da rede estadual de ensino, na Escola de Ensino Fundamental e Médio Lourenço Filho, no Centro de Crateús. Um grupo de cinco profissionais (especialistas em educação inclusiva, especial e intérpretes) capacitados para ensinar pessoas com necessidades especiais atua na Escola, em um trabalho iniciado desde 2008 e aperfeiçoado nestes últimos dois anos. Ao todo são 22 alunos, atualmente, que são matriculados na Escola e atendidos com alfabetização, no Espaço Socioeducativo e na turma Educação de Jovens e Adultos. Destes, oito já estão totalmente incluídos em sala de aula junto com os demais alunos. Dois no sexto ano, dois no oitavo ano e dois alunos no ensino médio.

A estrutura de atendimento desta clientela conta ainda na Escola com a Sala de Recursos Multifuncional, que oferece atendimento educacional especializado no contra turno. "É um espaço onde dedicamos atenção às dificuldades de cada um apoiando e ajudando a superarem", diz a educadora Márcia Maria. Computadores com teclados adaptados, telas grandes, jogos interativos e notebooks especialmente adaptados compõem o ambiente da Sala Multi.

Pioneirismo

Crateús é pioneiro no interior em educação especial. Desde 1993, com a chegada da escola da Sociedade Pestalozzi no Município, o trabalho foi iniciado. Zeneide Bezerra, à época professora da escola especial, foi encaminhada para capacitação no Rio de Janeiro. Ao voltar, a educadora iniciou com as atividades de assistência aos surdos na Escola Municipal Antônio Anízio da Frota (Caic), no bairro Cidade Nova. A partir de 2008, com o reordenamento das escolas públicas, a Escola Lourenço Filho recebeu os alunos surdos advindos do Caic, com a missão de ampliar o trabalho. Com a colocação de faixas publicitárias e distribuição de folders a Escola comemorou esta semana, no dia 26, o Dia Nacional do Surdo.

Como os demais alunos, os alunos surdos são recebidos na Escola a partir dos cinco anos de idade. Recebem os primeiros ensinamentos escolares, socialização e são apresentados à Língua Brasileira de Sinais (Libras), com maior ênfase, pois é a partir da aprendizagem desta língua que será possível o processo de inclusão. Há, inclusive, alunos que aprenderam Libras já auxiliam o professor intérprete, como a aluna Gabriela Soares.



FONTE: http://diariodonordeste.globo.com



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O SURDO DEVE SER EDUCADO NO IDIOMA MATERNO E POR MEIO DELE


ENTREVISTA com Fernando Capovilla, Psicólogo

Professor do Instituto de Psicologia da USP, Capovilla é doutor em Psicologia Experimental e livre-docente em Neuropsicologia. Atua na Avaliação de Desenvolvimento e Distúrbios de Cognição e Linguagem com Intervenção Preventiva e Remediativa.  

Responsável pelo maior estudo já feito no mundo sobre o desenvolvimento de cognição e linguagem de estudantes surdos, com 9.200 avaliados, Fernando Capovilla é enfático: "Não se rouba a língua de uma criança."

O levantamento faz parte do Programa Nacional de Avaliação do Surdo (Pandes), em curso desde 1995.

Recebeu financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Confira a entrevista abaixo.


Quem foi avaliado?
Avaliamos surdos e deficientes auditivos, estudantes em escolas especiais bilíngues e em escolas comuns sob inclusão. Alunos surdos são aqueles cuja língua materna é a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e adquirem o português como segunda língua. Deficientes auditivos são aqueles cuja língua materna é o português.


Qual foi a metodologia?
Os alunos surdos foram avaliados numa bateria de mais de 25 instrumentos psicométricos e neuropsicológicos, durante cerca de 20 horas. Avaliamos funções e competências como leitura alfabética e orofacial de palavras em português, compreensão de leitura de textos, qualidade ortográfica da escrita, compreensão de sinais da Libras, etc. Além disso, também adaptamos provas nacionais de habilidades, como a Provinha Brasil e a Prova Brasil.


Quais os resultados?
Descobrimos que as crianças surdas se tornam capazes de fazer leitura orofacial apenas à medida em que se tornam capazes de fazer leitura alfabética. Também adquirem capacidade de fazer leitura alfabética e de compreender textos mais cedo e melhor em escolas especiais bilíngues do que em escolas comuns. A proficiência em Libras aumenta a proficiência em português (leitura e escrita alfabéticas) que, por sua vez, aumenta a probabilidade de desenvolvimento da habilidade de leitura orofacial. Crianças surdas privadas de ensino-aprendizagem em Libras na educação infantil e no ensino fundamental aprendem a ler e escrever mais tardiamente e menos proficientemente, e têm mais dificuldade em fazer leitura orofacial.

Logo, como deve ser a educação do surdo?
A educação do surdo deve se dar em seu idioma materno e por meio dele. Por isso, a criança surda deve ter acesso a uma comunidade escolar linguística sinalizadora desde a educação infantil até pelo menos meados do ensino fundamental. Tendo educação em Libras no turno principal, a criança deve aprender conteúdo escolar em Libras e a partir dela aprender sistematicamente a língua portuguesa. Finalmente, deve fazer uso do português (leitura e escrita alfabéticas proficientes, leitura orofacial proficiente) para aprender conteúdo escolar em nível cada vez mais profundo e em escopo cada vez mais amplo e compreensivo.

E como fica a inclusão?
A inclusão em escola comum com apoio no contraturno é muito boa para crianças com deficiência auditiva. Para os surdos, o melhor arranjo é ensino-aprendizagem em escola bilíngue até pelo menos o 5.º ano do ensino fundamental.

Há prejuízos, além dos educacionais, para um aluno surdo "incluído" em uma classe convencional?

A linguagem talvez seja a característica mais essencialmente humana, dentre todas aquelas de que dispomos. E ela se desenvolve naturalmente quando somos expostos a uma comunidade linguística cuja modalidade de comunicação é adequada à nossa. Se a modalidade da língua se adequa à modalidade que a criança tem intacta, o desenvolvimento da linguagem se dá de modo natural. Isso é de importância crucial, já que a linguagem é o principal veículo de consciência, aprendizagem, memória, pensamento e expressão. Privação de desenvolvimento de linguagem é uma das maiores tragédias a que se pode condenar um ser humano.


FONTE: http://www.estadao.com.br


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REPORTAGEM: NÓS DEVEMOS FALAR COMO ELA E NÃO ELA COMO A GENTE


DEPOIMENTO de Rogério Santos, pai de Ana Beatriz, de 12 anos, que é surda

"Descobrimos a surdez da Bia quando ela tinha seis meses. Compramos um chocalho e ela nem se importou. A neném da vizinha, que tinha a mesma idade, adorou. Começamos a fazer uns testes caseiros, batendo palmas e tampas de panelas.

Quando o exame mostrou que ela tinha surdez profunda, fiquei perdido. Não conhecia nenhum surdo, não tinha nenhum tipo de convívio. No começo, minha prioridade era fazê-la ouvir. Mas uma amiga fonoaudióloga me disse que o importante era procurar um lugar para que ela criasse uma linguagem de comunicação.

Acabamos na PUC, na divisão de Educação e Reabilitação dos Distúrbios da Comunicação, a Derdic. Lá, quando a Bia completou um aninho, começou um trabalho de estimulação. Eu e a Kátia, minha esposa, íamos quatro vezes por semana, aprendemos libras e descobrimos que era a gente é que devia falar como ela, não ela como a gente.

Quando a Bia tinha 2 anos, fizemos a matrícula dela no colégio bilíngue, de onde não saiu mais. Ela adora geografia e ciências e quer fazer um curso de inglês. Já dei um dicionário e tem dia que chego em casa e tem recadinho dela, em inglês, na geladeira.

Hoje, ela é uma pré-adolescente que aceita a condição dela tranquilamente. Mas, é claro, a adolescência nos preocupa. No fim do ano passado, por exemplo, começou essa onda de Restart (banda adolescente) entre os amigos. Ela acha eles bonitos, tem tênis e camiseta da banda. Um dia, ela falou que queria ouvir o que eles cantam. Esse pedido dói, dói bastante. Mas não minto. Deixo clara qual é a situação dela, mas lembro que isso não tira suas possibilidades de crescer na vida."


FONTE: http://www.estadao.com.br


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LADY GAGA DIZ QUE VAI APRENDER LÍNGUA DE SINAIS



Lady Gaga declarou que vai aprender a língua dos sinais para conversar com seus fãs que têm deficiência auditiva. De acordo com informações do site do jornal britânico "The Sun", a cantora tem planos de contratar um professor particular.

Ainda segundo a publicação, a cantora, que já tem o álbum número um no Reino Unido e nos Estados Unidos, se interessou em aprender depois de ter assistido no YouTube vídeos dos fãs com deficiência auditiva interpretando as músicas dela.
Uma fonte disse que a cantora, já lutou pelos direitos dos homossexuais. " Agora ela quer fazer com que seus fãs surdos se sintam incluídos também", afirmou.

"Assim que ela dominar a linguagem de sinais, poderá responder os vídeos online, e até incluir isso na turnê ao vivo", explicou a fonte.

A cantora, de 25 anos, já fez shows com um expert em liguagem de sinais ao lado dela para que o fãs pudessem acompanhar a mísica. No ano passado, em Washington, ela dedicou a canção "Speechless" para os fãs com deficência auditiva, dizendo: "Gostaria de falar a língua de vocês. Isso é lindo demais. Todo mundo falando a língua do amor e é lindo que a música una todo mundo".

FONTE:  REVISTA QUEM


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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

PROJETO DE INCLUSÃO SOCIAL DA ESCOLA DE SURDOS É APROVADO PELA PETROBRÁS



O projeto “Mosaico de Inclusão Social”, de autoria da Associação e Escola para Surdos Dulce de Oliveira, foi aprovado em primeiro lugar pelo Condicau (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Uberaba) e pela Petrobras. O presidente da Associação, Irizon Amaral de Arantes, comemora a notícia. “A Petrobras enviou recursos financeiros para o Fundicau que irá nos repassar para a implantação deste projeto no município, que será um marco para a efetivação da inclusão social em Uberaba e região”, declara.

De acordo com o presidente serão desenvolvidas várias ações em prol da inclusão social dos surdos, dentre elas está o curso de Línguas Brasileiras de Sinais (Libras), aberto a toda a comunidade. “As inscrições para o processo seletivo para o curso de tradutores e intérpretes de Libras, estarão abertas durante os dias 20 de junho até 14 de julho, na sede da associação na rua Espir Nicolau Bichuetti, 230 – São Benedito”, conta.

Porém, o presidente ressalta que o candidato terá que preencher os pré-requisitos necessários estipulados no Decreto Federal 5.626/05, regulamenta a Lei 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – Libras. “Informamos aos candidatos que a seleção será feita por uma banca examinadora e o resultado será informado via e-mail ou telefone. Na oportunidade, ressalto que a banca examinadora não aceitará recursos sob alegação de desconhecimento dos pré-requisitos ou termos fixados no Edital”, finaliza (LR)

FONTE: http://www.jornaldeuberaba.com.br


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PROJETO ALTERA REGRA PRA CERTIFICAÇÃO DE ALUNO COM DEFICIÊNCIA



Segundo a proposta, as escolas precisarão de autorização dos pais para emitir o certificado de terminalidade do ensino fundamental e a regra atual pode impedir aluno deficiente de frequentar o ensino regular.

A Câmara analisa o Projeto de Decreto Legislativo 2829/10, do deputado Paulo Delgado (PT-MG), que susta norma de educação vigente para impedir que as escolas emitam o certificado de terminalidade específica do ensino fundamental sem autorização dos responsáveis por alunos com deficiência mental ou múltipla.

O item sustado é o artigo 16 da Resolução 2/01, do Conselho Nacional de Educação, que institui diretrizes nacionais para a educação especial no ensino básico. Esse artigo faculta às escolas a emissão desse certificado. Porém, na opinião do deputado, tem sido interpretado equivocadamente.

Atualmente, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB - 9.394/96) garante ao aluno com necessidades especiais o direito à terminalidade específica de seus estudos, ou seja, a um certificado mesmo quando, por qualquer razão, ele interrompa seus estudos e não conclua o ensino fundamental.

O documento comprova o nível atingido nos estudos e as habilidades desenvolvidas, facilitando a inserção no mercado de trabalho ou em outra modalidade de educação, como a profissional.

Idade limite: No entanto, segundo Paulo Delgado, diversas mães de alunos denunciaram que seus filhos estavam sendo obrigados a deixar a escola porque tinham alcançado a idade limite de 18 anos para cursar o ensino fundamental.

"As escolas baseiam-se em um entendimento do artigo 16 da Resolução 2/10, de que elas mesmas, uma vez que o aluno alcançou a idade limite, podem dar essa terminalidade específica ao aluno, independentemente de sua vontade. Com isso, o aluno é impedido de frequentar o ensino fundamental regular, sendo obrigado a migrar para a Educação de Jovens e Adultos", explica o deputado.

Por esse motivo, na opinião de Delgado, não se deve delegar às instituições e aos sistemas de ensino um direito do aluno com deficiência.

Tramitação: O projeto será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida, será votado pelo Plenário.

Íntegra da proposta:

    * PDC-2829/2010


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ESCOLA GOIANA USA LIBRAS PARA ESTIMULAR ALUNOS


Mesmo sem ter alunos surdos matriculados, a Escola Estadual Itagiba Laureano Dornelles, de Aparecida de Goiânia (GO), desenvolve processo de ensino da língua brasileira de sinais (libras) que resulta em melhor rendimento no processo de ensino-aprendizagem. O projeto Língua em Libras: um Novo Jeito de Aprender a Ler e Escrever foi posto em prática em 2008, com alunos do ensino fundamental e médio e da educação de jovens e adultos (EJA).

A responsável pelo projeto é a professora Sandra de Miranda Nunes, pedagoga licenciada em filosofia. Na época, ela lecionava no quarto ano do ensino fundamental. Como estava concluindo curso de libras, aproveitava os intervalos das aulas para treinar. Acabou por despertar a curiosidade de alguns alunos, que mostraram interesse em aprender uma nova forma de comunicação.

“Os resultados foram os melhores possíveis”, diz a atual diretora da escola, Suely Gonçalves Santos. Ela ajudou Sandra a estender as aulas de libras a todas as turmas e turnos da instituição. “Notamos que alguns estudantes com outras deficiências tiveram mais facilidade de aprendizagem por meio da libras”, salienta. Segundo a diretora, alunos com deficiência mental obtiveram melhoria na sala de aula depois de aprender a língua de sinais. “Resolvemos ampliar o projeto para toda a escola”, explica Suely, formada em história, com especialização em educação especial.

De acordo com Sandra, os resultados obtidos foram excelentes, tanto com as turmas em geral quanto especificamente com alunos que apresentavam déficit de atenção ou eram portadores de síndrome de Down e vinham de resultados pouco satisfatórios na aprendizagem. A professora destaca, ainda, a repercussão do projeto nas famílias. Alguns pais relatavam mudanças favoráveis de comportamento dos filhos com relação à motivação e avanços na aprendizagem.

Sandra trabalha como professora-regente de berçário no Centro Municipal de Educação Infantil Colemar Natal e Silva e mantém o blog Arte que Ensina. Também ministra aulas de artes na Escola Interação. “No planejamento anual está incluída a libras”, salienta.



Fonte: MEC



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LÍNGUA DE SINAIS AJUDA ALUNOS A MELHORAR O COMPORTAMENTO


Preocupada com as dificuldades de convívio dos alunos em sala de aula, a professora Roberta Dutra buscava uma solução diferente para impedir brigas e desentendimentos que dificultavam o aprendizado. Além de diferente, importante e capaz de marcar a vida dos estudantes para sempre. Formada em letras, com especialização em educação inclusiva, ela decidiu ensinar a língua brasileira de sinais (libras) aos estudantes do quarto ano do ensino fundamental da Escola Municipal Professora Edna Umbelina de Sant’Anna da Silva, em Nova Iguaçu (RJ).


“Eu queria um outro movimento a favor da vida, que fosse ao encontro da educação inclusiva, a fim de mostrar que as diferenças nos constituem como seres humanos e que não somos melhores e nem piores por conta delas”, explica Roberta. Ela desenvolve o projeto libras para Todos, em turmas regulares, há quatro anos. Além de lecionar as disciplinas que compõem o currículo escolar, dedica cerca de dez minutos por dia ao ensino da libras.

A novidade foi bem recebida pelos alunos — nenhum deles tem problema de audição — e contou com o apoio dos dirigentes da escola e dos pais dos estudantes. As atividades começaram com o ensino do alfabeto, dos numerais e das cores por meio de recursos lúdicos, como dominó, jogo da memória, gravuras expressivas e até dramatizações em libras.

Com o passar do tempo, novos conteúdos foram acrescentados — verbos, frutas, meses do ano, objetos escolares, membros da família e meios de transportes.

“Fui conquistando, pouco a pouco, a atenção das crianças, e elas foram percebendo o quanto a libras é uma língua rica em detalhes, mas que estava ao alcance delas”, conta a professora. Segundo Roberta, a percepção das diferenças trouxe o reconhecimento e a valorização da diversidade em sala de aula, melhorando o relacionamento da turma pelo exercício do respeito.

No festival literário realizado na escola no fim de 2007, primeiro ano de implantação do projeto, uma aluna fez uma interpretação em libras enquanto Roberta lia a história.

“Simplesmente lindo e emocionante, pois as outras crianças, que assistiam, não tiravam os olhos dela e de toda a expressividade que marcava aquela história”, salienta a professora, que faz pós-graduação em atendimento educacional especializado.

Roberta fica feliz em ter duas histórias para contar sobre a carreira no magistério. Uma, anterior e outra, posterior ao ensino da língua brasileira de sinais. “É uma alegria olhar para os alunos e vê-los começando uma história de vida diferente, selada pelo gosto da inclusão social com arte, envolvimento e ação.”


Fonte: MEC


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ALERJ COBRA DO MEC GARANTIAS PARA OS DEFICIENTES




A Comissão da Pessoa com Deficiência da Assembleia Legislativa (Alerj) e representantes de associações de pais e alunos do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) e do Instituto Benjamin Constant (IBC) acharam insuficiente a garantia recebida pelo MEC, por meio da imprensa, que o ensino básico nas duas instituições não será extinto. O presidente da comissão, deputado Márcio Pacheco (PSC), quer se encontrar com o ministro da Educação, Fernando Haddad, para pedir uma política de estado que garanta as escolas especiais. 

"Não pode ser uma política de governo, mas de Estado. Não duvidamos da palavra do ministro, mas ministro muda "

- Queremos uma postura concreta sobre o não fechamento das duas instituições. Não pode ser uma política de governo, mas de Estado. Não duvidamos da palavra do ministro, mas ministro muda - disse o deputado durante audiência pública ontem na Alerj.


FONTE: Duilo Victor

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BRINQUEDOS ADAPTADOS AJUDAM NO DESENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA


Com 27 anos de atuação, a AVAPE (Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência) é uma instituição filantrópica de assistência social, que tem como missão promover as competências de pessoas com deficiência. Fundada em 1982, a entidade é considerada modelo de gestão e foi a primeira em sua área a receber a certificação ISO 9001.

A AVAPE é reconhecida pelo trabalho de prevenção, diagnóstico, reabilitação clínica e profissional, qualificação e colocação profissional, programas comunitários e capacitação em gestão para organizações sociais. Oferece atendimento a pessoas com todos os tipos de deficiência, do recém nascido ao idoso. Desde o seu início, já realizou mais de 18 milhões de atendimentos gratuitos e inseriu 10 mil pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Na busca de parâmetros internacionais, mantém parcerias e termos de cooperação técnica com diversas organizações do mundo.

No mês em que se comemora o Dia das Crianças é muito comum anúncios de brinquedos de todos os tipos, preços e tamanhos serem oferecidos para agradar os diferentes gostos do público infantil. Mas em alguns casos, o brinquedo é muito mais que um presente, ele é uma forma de estimular o desenvolvimento e aprendizado, principalmente se eles tiverem com mobilidade reduzida ou sentidos comprometidos.

"Os pequenos aprendem brincando e isso é fundamental para o desenvolvimento físico, emocional, social e cognitivo. Outro fator, é que por meio da observação de uma brincadeira, é possível identificar como a criança compreende o meio em que vive", afirma a psicóloga da Avape, Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência, Adriana Roncarate Barbosa.

Na Organização, crianças com deficiências são estimuladas a utilizar brinquedos, adaptados para a sua realidade, como forma de estímulo. Brincadeiras, sejam elas simples ou complexas, podem fazer diferença na vida adulta. Cada idade tem suas preferências, mas é certo que crianças que brincam estão mais preparadas para controlar suas atitudes e emoções dentro do contexto social. "Às vezes é necessário algumas adaptações para que a experiência seja mais proveitosa, no entanto isso depende da patologia e o seu estágio", conta a terapeuta ocupacional da AVAPE, Maysa Tavares Tolentino.

Na Avape, os profissionais auxiliam os pais nesse processo e é fundamental a opinião de quem precisa da intervenção, ou seja, do assistido. "Um bom exemplo, é um dominó de madeira gigante que nós desenvolvemos para que as crianças com paralisia cerebral ou baixa visão consigam jogar", conta Maysa.

A inclusão da criança com deficiência deve acontecer naturalmente. É fundamental que exista a interação com os amigos, primos e irmãos, como, por exemplo, a ida a uma loja de brinquedos. No entanto, é preciso tratar a questão da diferença e não mascará-la. "A brincadeira auxilia esse processo, pois faz a criança entrar em contato com a realidade para perceber que existem limitações, as quais podem ser superadas com a dedicação de todos envolvidos no contexto", explica Adriana.


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FERNANDO CAPOVILLA APRESENTA O DICIONÁRIO ILUSTRADO TRILÍNGUE

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Pesquisa do professor da USP Fernando Capovilla mostra que crianças e jovens surdos aprendem mais e melhor quando frequentam escolas bilíngues Crianças e jovens surdos aprendem mais e melhor quando frequentam escolas bilíngues. É o que mostra pesquisa do professor da Universidade de São Paulo Fernando Capovilla, que desde 2001 vem avaliando surdos entre seis e 25 anos.

No estudo, alunos surdos são submetidos a testes sobre compreensão de leitura, vocabulário e memória. Entre os 9,2 mil já avaliados, os melhores resultados foram dos que frequentaram escolas bilíngues, onde os alunos são surdos e, em muitos casos, os professores também, exigindo o maior uso da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Psicólogo, Capovilla defende ensino em tempo integral e alfabetização em Libras, o que auxilia na leitura labial e na apreensão gradativa do português como segunda língua. Por isso, as aulas para as crianças surdas deveriam ser integralmente em Libras até o 7º ano do ensino fundamental, quando já se adquiriu mais vocabulário.

Ele é a favor de uma “inclusão programada”, na qual alunos surdos só convivem com os demais quando já conseguem se comunicar por Libras, português escrito e leitura labial.

Para ele, o modelo de ensino do Ministério da Educação para surdos em escolas regulares é equivocado. Ele entende que a cultura surda é depreciada, intérpretes escolares não têm formação adequada e o tempo para aprender Libras é pequeno.

– A língua materna, de sinais, é que deve servir de ponte para a introdução do português. Mas, como as crianças custam a aprender Libras, ela tem sido uma ponte quebrada.

Fonte: Diário Catarinense (SC)


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BEING DEAF (SER SURDO)

vídeo em inglês

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PROGRAMA NORDESTE ACONTECE COM NILTON CÂMARA

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PESQUISA DA USP DEFENDE O ENSINO BILÍNGUE PARA CRIANÇAS SURDAS

Estudo questiona método de ensino adotado pelo MEC



Crianças surdas que estudam por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras), em meio a professores e colegas que também usam o código, aprendem a ler e a escrever mais cedo e de forma mais consistente do que outras que também apresentam a deficiência, mas são inseridas em salas de aula regulares. Esse é um dos resultados da pesquisa do professor Fernando Capovilla, da Universidade de São Paulo (USP).

"A primeira língua do surdo é a Libras. Colocar uma criança de 5 anos dentro de uma sala de ouvintes é como botá-la numa escola chinesa", diz Capovilla. Desde 2001, ele avaliou 9.200 alunos surdos e com dificuldades auditivas com idade entre 6 e 25 anos. Eles estavam matriculados em cursos que iam do início do ciclo fundamental ao final do superior.

Os resultados do levantamento estão em concordância com o que defende a Federação Nacional de Integração e Educação dos Surdos (Feneis). A organização é contra a política de inclusão do Ministério da Educação (MEC), que prevê que esses estudantes frequentem aulas regulares, com a presença de intérprete e, no contraturno, recebam atendimento especializado.

"Estamos lutando para que a educação de surdos seja colocada no mesmo patamar da indígena, isto é, que os surdos não sejam enquadrados na categoria da educação especial, e sim na educação bilíngue. Libras como primeira língua e português, como segunda", afirma Patrícia Rezende, diretora de Políticas Educacionais da Feneis.


FONTE: Agência Estado


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PARA DESCONTRAIR UM POUCO: JOGO DO SURDO MUDO

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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

ACESSIBILIDADE EM MUSEUS PARA SURDOS

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GUARDAS CIVIS FAZEM CURSO DE LIBRAS

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VÍDEO INCLUSIVO USA RECURSO DE EDIÇÃO PARA SURDOS E CEGOS

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"De Boca em Boca: um filme para todo mundo", curta-metragem produzido pela ONG Vez da Voz, foi lançado na quarta-feira, 21/09/11, Dia Nacional de Luta das Pessoas Deficientes, em São Paulo. Com áudio, legenda, tradução em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) e Audiodescrição, vídeo tem novo modelo de comunicação, mostra dificuldades de pessoas com deficiência em diversas atividades cotidianas e possibilidades de inclusão.

Segundo dados do IBGE, existem hoje no Brasil 24,5 milhões de pessoas com deficiência. E deste universo, cerca de 1,5 milhão vivem na cidade de São Paulo. Esses números dão uma ideia da importância do lançamento do curta-metragem De Boca em Boca no Centro Cultural São Paulo, que tem como objetivo promover a reflexão e uma mudança de comportamento na população brasileira.

Realizar ações assertivas, quando se trata de promover a acessibilidade da cultura, nem sempre é muito simples. É por esta razão que a ONG Vez da Voz lançou na Sala Lima Barreto do CCSP, 21/09 (qua.), às 15h, o curta-metragem De boca em Boca, que enfoca as dificuldades e as possibilidades de inclusão da pessoa com deficiência em diversas atividades cotidianas, além de instigar a população a  se colocar no lugar dos deficientes e pessoas que têm mobilidade reduzida.

Popularizar a utilização de ferramentas de inclusão e acesso aos bens culturais é um dos objetivos principais do CCSP, que além da biblioteca Louis Braille, voltada para cegos, oferece aos deficientes visuais uma estrutura totalmente equipada e adaptada a eles: mapas táteis que permitem a orientação espacial em todos os acessos e andares, computadores adaptados, cursos voltados à linguagem braile para funcionários do CCSP, sistema de audiodescrição de filmes, peças teatrais, contação de histórias para crianças surdas, entre outras atividades, são apenas alguns exemplos de atividadedes que integram o programa de acessibilidade do CCSP.

"Nossa intenção é fazer com que as pessoas coloquem a cidadania em prática e se preparem para lidar com o diferente. Conseguir produzir esse curta, que poderá ser assistido  por pessoas surdas, cegas e sem deficiência "aparente" é uma grande realização e mostra que é possível fazer uma comunicação para todos", afirma Cláudia Cotes, presidente da ONG Vez da Voz. O filme foi produzido em 2010 pela Vez da Voz em parceria com a Inclusiva Filmes por uma equipe de 14 voluntários com e sem deficiência. Foi gravado nas ruas de São Paulo, sem nenhum tipo de apoio ou patrocínio e é também voltado para o público em geral.

Recursos de Acessibilidade que constam no curta Boca a Boca:

Audiodescrição: é uma narração objetiva das imagens visuais que aparecem nas cenas de uma novela, documentário, matéria, filme, e que não estão contidas nos diálogos. São descritas expressões faciais e corporais que comuniquem algo, informações sobre o ambiente, figurinos, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de créditos, títulos e qualquer informação escrita na tela. O recurso é voltado às pessoas com deficiência visual.

Legenda: reproduz por escrito as falas dos apresentadores e de personagens de novelas, filmes, desenhos animados bem como sobre o ambiente da cena ao descrever indicações de sons como portas se abrindo, aplausos, trovões e até trilhas sonoras. Este recurso promove o acesso à informação não só aos surdos, que não compreendem a Língua de Sinais, mas também aos idosos com perda de audição.

LIBRAS: possui estrutura gramatical própria. Os sinais são formados por meio da combinação de formas e de movimentos das mãos e de pontos de referência no corpo ou no espaço. As línguas de sinais não são universais, cada país possui a sua. O recurso é voltado para surdos.


FONTE: Uol notícias


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NADA COMO A EMOÇÃO DE PODER OUVIR PELA PRIMEIRA VEZ...

o vídeo está em inglês... mas mesmo quem não compreende a língua, consegue perceber a emoção da menina ao escutar pela primeira vez...
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Sarah Churman, nasceu surda e aos 29 anos ouviu pela primeira vez. Este momento foi filmado e publicado em sua página do Youtube na qual usa o nickname “sloanchurman”. Disponibilizado no dia 29 de setembro, o vídeo já conta com mais de 3 milhões de visualizações.

Na descrição do vídeo ela diz: "Eu nasci surda e há oito semanas eu fiz um implante. Este é o vídeo que mostra a ativação do aparelho e eu ouvindo minha voz pela primeira vez". Ela ainda explica que a prótese auditiva implantada é chamada Esteem Implant e que usou leitura labial para ajudar na compreensão do som neste dia.

No entanto, o fato de Sarah ouvir perfeitamente logo nessa primeira vez e ter a dicção bem diferente da maioria das pessoas surdas de nascença (que não pronunciam muito bem as palavras por jamais terem ouvido o som das mesmas) está causando dúvida nos internautas: ela seria realmente surda?

“Estranho. Eu assisti muitos documentários e li alguns blogs pessoais sobre pessoas que foram 100% surdas durante toda a vida e depois colocaram um implante auditivo. Nenhuma delas foi capaz de ouvir perfeitamente bem depois de ligá-lo pela primeira vez, elas tiveram que passar horas na aprendizagem para interpretar corretamente os sons. De modo que isso parece inacreditável para mim”, diz um dos comentários do vídeo.

Ela responde em sua página no Youtube: "Minha vida toda fui elogiada por falar bem. Eu realmente não tenho uma resposta para você a não ser a de que eu sempre fui apaixonada por leitura, gramática e inglês. Minha perda auditiva era/é considerada de severa a profunda. Eu tenho trabalhado muito duro para conseguir interagir. A única coisa que eu posso dizer é que Deus é bom".


FONTE: Virgula UOL


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REPORTAGEM SOBRE AUTISMO - JORNAL VISUAL

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ORAÇÃO EM LIBRAS

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UM BOM PROFESSOR, UM BOM COMEÇO...

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TRAILLER DO FILME O PAÍS DOS SURDOS

é em francês, mas vale a pena ver...

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